Uso interno · 23.07.2026
Um ano de faturamento lido linha a linha, o mercado de Arapiraca medido no Censo, a base de alunos cruzada com a catraca, e a conta de quanto falta e de onde vem, para crescer 30%, 50% e 100%.
O estudo separa o que é fato medido do que é estimativa. Onde há conta, a conta está aberta. Onde falta medir, está dito o que precisa ser coletado.
Relatório do sistema (13 turmas, recebimentos, presença, ausentes), conferido em 23/07/2026.
Brief gravado, a leitura de quem conhece a operação por dentro.
IBGE Censo 2022, Vigitel, Google Ads e coleta de Instagram (APIFy).
Cálculo com a premissa escrita ao lado, pronta para ser confirmada na prática.
Onde o sistema hoje não entrega o dado. É a primeira coisa a corrigir.
A regra do documento. O caminho é o mesmo de sempre: primeiro tampar os furos, o que já entra pela porta e escapa e só então trazer gente nova. Encher um balde furado é pagar para ver a água escoar pelos mesmos buracos.
Majoritariamente mulheres acima de 30 anos, com um núcleo de alto poder aquisitivo, empresárias, donas de rede de laboratório, sócias de supermercados da cidade. É uma base que aceita pagar mais quando a experiência acompanha. Hoje ela não acompanha.

Recebimentos por plano, agosto de 2025 a julho de 2026. [DADO]
Matriculados por turma de semana sobre a capacidade de 75. [DADO], laranja lota, dourado tem folga, vermelho está ocioso. O sábado é avulso e entra à parte.
Sábado (5h, 8h) é pago na hora, R$ 20: lota por presença espontânea, e a matrícula não mede isso. É a maior receita (R$ 75 mil/ano), controlar o avulso é um furo à parte.
Na semana, a presença real é ainda menor: manhã reúne 25 a 30, a das 18h ~15. Vaga vazia e matriculado que não aparece, dois furos no mesmo lugar.
IBGE, Censo 2022. [MERCADO]
Existem quase 69 mil mulheres com 30 anos ou mais em Arapiraca, e entre 19 e 28 mil já praticam atividade física. Para lotar todas as turmas ociosas do CT, algo em torno de 250 vagas, basta capturar menos de 1,5% desse universo.
Alagoas foi o estado que mais cresceu em corrida de rua no Brasil em 2025: +800% (de 4 para 36 provas). O alagoano entrou em movimento. Quem oferece ambiente coletivo, música e energia, exatamente o Jump, pega essa onda no ponto certo.
Panorama de players e faixa de preço local. [MERCADO]
O preço mais alto não é problema; é posicionamento. Ele só se sustenta se a experiência corresponder. É aí que mora o risco e a oportunidade.
| Player | Tipo | Modalidades | A partir de |
|---|---|---|---|
| CT Clebinho Físico | Centro de treinamento | Funcional Jump / Step | R$ 80 a 120 |
| Central Fit | Academia local | Funcional, jump, fit dance | R$ 40 a 100 |
| Corpus Academia | Academia local | Step, Jump, Pump, indoor bike | . |
| Smart Fit | Rede low-cost | Musculação | R$ 99,99 |
| Selfit | Rede low-cost | Musculação | R$ 99,99 |
| Pulse Spinning | Estúdio premium | Spinning imersivo | R$ 42 a 70 / AULA |
Atenção ao preço da Pulse: os R$ 42 a 70 são por aula avulsa. No Clebinho, R$ 80 são 8 aulas no mês, cerca de R$ 10 por aula. Ou seja, o público local já paga de 4 a 7 vezes mais por uma experiência premium bem entregue. O teto de preço do Clebinho é muito maior do que ele pratica hoje.
Central Fit e Corpus já oferecem jump/step, a modalidade não é exclusiva. O diferencial defensável do Clebinho não é a aula: é o método, o carisma e a comunidade. Isso precisa virar marca, não depender só da presença dele na sala.
720 pessoas por mês pesquisam "academia arapiraca" no Google e mais 246 mil no Brasil buscam "academia perto de mim". Sem site e sem ficha no Google, o CT é invisível para todo esse fluxo. Quem chegar primeiro, com o básico bem feito, domina a busca local em semanas.
O clique local custa entre R$ 0,20 e R$ 0,85 no Google Ads. Uma verba de R$ 300 a R$ 500 por mês já traz aluno qualificado. Antes disso, criar o Google Meu Negócio e um site simples não custa mídia, custa decisão.
Volume mensal de buscas. Google Ads Keyword Planner. Laranja = local; dourado = nacional. [MERCADO]
Foram levantadas 46 palavras-chave (27 com volume real medido). O plano cobre desde a dor ("emagrecer", 40,5 mil/mês) até a compra local, pronto para site, Google Meu Negócio, anúncios e Reels.
Taxa de engajamento média, coleta de Instagram, 5 perfis, jul/2026. [MERCADO]
Com 12,7 mil seguidores e selo verificado, o Clebinho tem a maior autoridade da cidade no nicho. Mas posta 1 vez a cada 17 dias, a conta "esfria" e o alcance despenca. A @pulse.spinning, com 1/3 dos seguidores, engaja 6,15% postando 15 vezes por semana. Não é talento: é frequência.
11 dos 12 posts são Reels, o formato de maior alcance, e o Clebinho já usa. Mas as legendas são curtas e genéricas ("Bora começar?"), sem gancho nem chamada para ação, e não há séries reconhecíveis. O melhor post recente (o "Sextou Arapiraca") fez 2.565 curtidas, a prova de que o conteúdo certo estoura.
| Seg | Reel · Autoridade | Dica / mito do emagrecimento |
| Ter | Reel · Energia | "Terça do Jump", áudio em alta |
| Qua | Carrossel · Prova | Antes e depois de aluna |
| Qui | Reel · Bastidor | Rotina / história de ex-atleta |
| Sex | Reel · Energia | Chamada da turma + CTA |
| Sáb | Foto · Comunidade | O aulão, o clima de tribo |
Meta: 5 a 6 posts/semana (hoje 0,4). Mesma pessoa, mesma câmera, só com método.
Trazer aluno novo é encher o balde. Se ele está furado, a água escoa pelos mesmos pontos e o dinheiro de captação vai junto. Os primeiros 90 dias são sobre tampar. Depois, sim, encher.
1. Corrigir os pontos de perda em 90 dias, com custo perto de zero.
2. Passar a medir o que hoje não se mede, sem isso, nada se comprova.
3. Só então investir em campanha, verba e público novo.
Invertida, a ordem sai cara: paga-se para trazer gente que vaza pelos mesmos buracos.
Estimativa mensal por família, com a conta aberta em cada furo. [ESTIMATIVA]
A recepção libera quem está com acesso bloqueado.
93 ausentes e centenas de matriculados sumidos.
Vaga vazia em metade da grade.
Sem site nem Google, lead local perdido.
Recepção e ambiente aquém do público premium.
Mal alimentado, cega a gestão. Causa das demais.
A família F não tem perda direta, mas é a que impede enxergar as outras cinco. Medir é a primeira tarefa.
No sábado, tudo é manual: o aluno chega, é barrado na catraca, alguém confere numa lista de papel, e, na correria, a recepção libera gente com o acesso bloqueado por falta de pagamento. O sistema ficou dias sem sincronizar nas últimas semanas, o que agravou. O resultado é aluno treinando de graça sem que ninguém perceba.
O relatório de recebimentos veio filtrado como "situação ativa", ele só mostra quem pagou. A inadimplência real não aparece nesse recorte. Para dimensionar o furo com precisão, o primeiro passo é puxar o relatório de contas vencidas/em aberto e cruzar, dia a dia, com quem passou pela catraca. É barato e revela o tamanho exato do vazamento.
Solução definitiva: check-in pelo app (catraca digital), o acesso bloqueado não entra, e a cobrança deixa de depender do olho da recepção.
Há 93 pessoas cadastradas que não treinam há semanas, algumas há meses e ninguém ligou. Uma campanha simples de retorno (mensagem assinada pelo Clebinho, oferta com prazo, aula de reencontro) traz de volta uma fração relevante a custo quase zero. É o primeiro lugar para buscar crescimento.
O público é de mulheres 30+, muitas com família. Cada aluna ativa é uma porta para marido, filho, irmã, amiga. Uma ação de indicação ("traga quem você ama") e a experimental gratuita transformam a base atual no melhor canal de captação, sem mídia.
Lê a foto da bioimpedância e extrai ~25 indicadores por IA; gera análises personalizadas da semana e do período; registra peso, medidas, fotos de progresso e metas; e avisa o professor quando um aluno some. É um coach digital que escala o acompanhamento do Clebinho para além da sala.
Sobre a base de R$ 29,1 mil/mês. Cada linha é receita nova recorrente. [ESTIMATIVA com premissa]
| De onde vem a receita nova | 3 meses | 6 meses | 12 meses | Premissa |
|---|---|---|---|---|
| Cobrar o acesso bloqueado (catraca) | R$ 2.000 | R$ 2.500 | R$ 3.000 | ~20 alunos regularizados × ticket |
| Retorno de ausentes | R$ 1.800 | R$ 2.500 | R$ 3.500 | reativar 10 a 20% da base parada |
| Encher turmas ociosas | R$ 2.400 | R$ 5.000 | R$ 9.000 | +24 → +90 alunos nas turmas fracas |
| Turma nova de meio-dia | R$ 1.500 | R$ 2.500 | R$ 4.000 | público do almoço (resolver o chuveiro) |
| App do aluno (R$ 50/mês) | R$ 1.000 | R$ 2.000 | R$ 4.500 | adesão 20 → 90 alunos |
| Loja, moda fitness e suplementos | . | R$ 600 | R$ 2.000 | roupa feminina da marca + reforço da loja |
| Reajuste e captação por indicação | . | R$ 500 | R$ 3.100 | tabela atualizada + "traga quem você ama" |
| Total de receita nova / mês | R$ 8.700 | R$ 15.100 | R$ 29.100 | bate as metas de 30 / 50 / 100% |
As três primeiras linhas, cobrança, retorno e ocupação, já entregam o crescimento de 30% sem uma única campanha paga. O resto é aceleração.
Catraca digital pelo app. Cobrança do acesso bloqueado. Régua de retorno dos ausentes. Sistema alimentado direito. Recepção treinada. Custo perto de zero, resultado imediato.
Google Meu Negócio + site + anúncios locais baratos. Turma de meio-dia. Indicação da base. Cronograma de conteúdo. As turmas ociosas viram receita.
Aulão de verão com Sebrae e Banco do Nordeste. Parcerias com empresas. Financiamento para estrutura e para o 2º centro de treinamento.
Por que essa ordem. A Rota 1 se paga sozinha e financia a Rota 2. A Rota 2 gera o caixa e a prova de gestão que sustentam a Rota 3. Cada etapa banca a seguinte, o crescimento é pago com dinheiro novo, não com aperto.
Um movimento de saúde para empreendedores, com parceiros da área e experiência dentro do CT. Patrocínio de Banco do Nordeste (até R$ 19 mil) e Sebrae (até R$ 50 mil), tendo mídia e contrapartida social como troca. Enche o CT e vira campanha.
Levar o método a colaboradores de empresas da cidade e trazer esses times para a base. Arapiraca tem 4.419 empresas ativas, e o público empresarial já treina no CT e abre portas.
Financiamento do Banco do Nordeste para renovar a estrutura interna (aparência, chuveiros, trampolins) e abrir um segundo centro de treinamento. A documentação e o plano são parte deste trabalho.
A tese "onde há supermercado, há público comprador" tem endereço: os eixos Baixão, Centro, Alto do Cruzeiro e Itapoã concentram comércio, renda e as âncoras do São Luiz, os vetores onde circula o público de maior poder aquisitivo. É por ali que o próximo CT tem mais chance de nascer cheio.
Catraca, cobrança e retorno já entregam +30% sem mídia.
Sistema e app dão a visibilidade que hoje não existe.
Site, Google e conteúdo capturam a busca que já existe.
Há quase 69 mil mulheres 30+ em Arapiraca e uma marca com 12,7 mil seguidores e selo verificado. O gargalo nunca foi demanda, foi experiência, cobrança e presença. É exatamente o que se resolve primeiro.